top of page

A pergunta que ninguém te faz no divórcio

  • Foto do escritor: Isadora Balem
    Isadora Balem
  • há 6 dias
  • 1 min de leitura

A desigualdade na relação começa antes mesmo de nós mesmas percebermos: ela vai sendo construída ao longo de anos, em pequenas concessões que pareciam naturais naquele momento.


Quando surgiu uma oportunidade melhor de trabalho, mas alguém precisava ter horários mais flexíveis por causa dos filhos.



Quando uma pós-graduação ficou para depois, porque a rotina da casa já estava pesada demais.



Foi quando ele pôde aceitar viagens, reuniões fora de horário, compromissos de última hora e projetos mais exigentes, porque havia alguém garantindo que a vida familiar continuasse funcionando.



Quando ela precisou reduzir carga horária para conseguir resolver escola, médico, uniforme, lanche, aniversário, reunião pedagógica, compras da casa, organização da rotina e tudo aquilo que, quando dá certo, ninguém percebe.



Enquanto um seguia crescendo sem interrupções, o outro aprendia a adaptar a própria vida profissional para caber dentro das necessidades da relação.



Isso não é pouco. Cada oportunidade recusada, cada plano adiado, cada redução de jornada e cada pausa na carreira também têm impacto na autonomia, na renda, na segurança e na forma como essa mulher chega ao divórcio.



Por isso, a separação não deveria olhar apenas para o que foi construído em bens. Também deveria olhar para o que foi renunciado para que essa construção fosse possível.



 
 
 

Comentários


Siga-nos nas redes sociais

  • Linkedin
  • Instagram
  • Facebook

Site feito com 🩷 por Porão Criativo

bottom of page