Ele não te bate, MAS

... faz comentários grosseiros sobre o seu corpo e depois diz que você não sabe aceitar uma brincadeira? Isso é violência psicológica.
... contrai empréstimos em nome do casal sem te consultar e mantém bens em nome de terceiros? Isso é violência patrimonial
... insiste e fica irritado quando você não quer ter relações sexuais? Isso é violência sexual.
... te chama de louca e desequilibrada sempre que você conta o que ele fez? Isso é violência moral.
... pede tua localização a toda hora, faz videochamadas "surpresa" para ver onde e com quem você está, fiscaliza seu celular e diz que "quem não deve não teme"? Isso é violência digital.
... faz chantagem com os filhos para saber onde você está ou atrasa a pensão alguns das todos os meses? Isso é violência vicária.
A violência raramente começa da forma como aprendemos a reconhecê-la.
Antes da agressão física, muitas mulheres já estão mudando a própria roupa, evitando determinados assuntos, deixando de encontrar amigos e familiares, explicando cada gasto e calculando o humor dele antes de dizer qualquer coisa.
E, como nenhuma dessas situações parece “grave o suficiente” quando vista isoladamente, elas acabam sendo justificadas como ciúme, insegurança, preocupação, temperamento difícil ou problema de relacionamento.
Ele não te bate, mas insiste e te trata mal se você não quer ter relações sexuais? Isso é violência sexual
Mas existe uma diferença entre viver um conflito e viver sob controle.
Quando você precisa diminuir partes da sua vida para evitar a reação de alguém, não estamos mais falando apenas de uma relação que enfrenta dificuldades.
Reconhecer a violência antes que ela chegue à agressão física não é exagerar o que está acontecendo.
É parar de esperar que a situação piore para acreditar em si mesma.


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