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Não tome decisões importantes quando seu ex estiver te pressionando

  • Foto do escritor: Isadora Balem
    Isadora Balem
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Ninguém compra uma casa sem visitá-la algumas vezes, conversar com o corretor, entender as condições de pagamento com o banco e olhar com atenção a estrutura do imóvel. Mesmo depois de tudo averiguado, às vezes se fica semanas - e até meses - pensando sobre. As pessoas fazem isso porque sabem que decisões importantes exigem cuidado, informação e tempo para "maturar" a decisão.



Quando falamos de divórcios, no entanto, é muito comum que mulheres cheguem até mim dizendo que têm urgência. Fico surpresa quando percebo, no atendimento, que essa urgência é pela ansiedade gerada em razão da pressão do ex para uma resposta/assinatura para "resolver tudo" e não por algum risco à ela ou aos filhos.



A pressão é para “apenas formalizar” o que já foi combinado, porque o ex-marido “já viu tudo” e está pressionando para que elas assinem logo.



Mas por que tanta pressa?


Muitas vezes essa urgência existe justamente porque ele sabe que, se você tiver tempo para entender melhor a situação, consultar uma advogada especialistas ou até mesmo conversar com pessoas da sua confiança, pode perceber que teria direito a algo diferente do que foi proposto. Pode descobrir que existem outros bens, que teria direito a uma pensão para si ou que o valor destinado ao filho poderia ser maior.



E aqui existe um ponto muito importante: algumas decisões tomadas no divórcio, como a renúncia a patrimônio ou à pensão para si, normalmente não podem ser revistas depois.



Por isso, sempre que eu vejo um ex-companheiro pressionando para “resolver tudo logo”, isso acende um alerta. Pressa e decisões importantes raramente combinam. O divórcio encerra uma etapa da vida, mas também define muitas coisas sobre o futuro. E você tem todo o direito de entender exatamente o que está assinando antes de tomar qualquer decisão.



É hora de ser técnica e estratégica para produzir boas provas dos direitos de vocês e garantir uma boa decisão/acordo. E para isso melhor esperar algumas semanas do que abrir mão de direitos ou ter que entrar em seguida com um novo (caro e desgastante) processo para rediscutir algumas coisas.



Então se você e as crianças estão em segurança, calma.

 
 
 

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